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In this article we try to show how the work of the Portuguese writerLiberto Cruz establishes a compromise between the poem as text freeof any ideological imposition and the poem as social and politicalaction; between the internal and personal experience of the authorand his commitment to the history of the country; between the selfsufficiency of the poem and its links to the larger world; betweencommunication and elevation; between the work’s expansion ofimage and semantics and the communication of feelings, emotionsand ideas; and between the textual “I” and the biographical “I”.
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Dividida em oito livros – "Poema Feio", "Folclore Íntimo", "Livro de Maldições", "O Resto da Minha Alegria", "Útero", "A Cobrição das Filhas", "Três Minutos antes de a Maré Encher" e "A Remoção das Almas" –, Publicação da Mortalidade é a terceira "poesia reunida" de Valter Hugo Mãe (Saurimo, Angola, 1971), depois de Folclore Íntimo (2008) e de Contabilidade (2010). (...) A avaliar pelo itinerário poético de Valter Hugo Mãe e pelo que o autor afirma nas notas autorais das suas duas primeiras coletâneas de "poesia reunida", publicação da mortalidade anuncia futuras recolhas de poemas. Se é de esperar que ao poeta interessará que esse novo livro seja "a passagem para um tempo outro mas como um estádio intermédio e nunca uma fixação definitiva", já quando acontecerá essa nova publicação é, no mínimo, imprevisível. Apenas dois anos (de 2008 para 2010) separaram as duas primeiras recolhas, enquanto que da segunda para a terceira há um intervalo de quase uma década.
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No mundo ocidental, são muitas as vozes que nos vão lembrando, de tempos a tempos, que já não sabemos encarar a morte com frontalidade e dignidade. Assumiu-se que falar da morte é produzir uma dor ou um mal-estar que colidem com os valores da nossa sociedade, cada vez mais voltada para o culto da beleza e da eterna juventude. Até sensivelmente às décadas de 70 ou 80 do século passado, a sociedade portuguesa, sobretudo a mais rural, não escondia dos mais novos as doenças, o envelhecimento e a morte dos entes queridos, e o cancioneiro infantil e juvenil era uma das grandes expressões e uma das fontes de todos estes temas. Hoje, estas são questões praticamente silenciadas, dir-se-ia até proibidas, e por isso muitas crianças são educadas sem o conhecimento da morte. Partindo destes pressupostos, abordaremos neste artigo a questão da morte na poesia oral e tradicional infantil portuguesa moderna e contemporânea. Veremos, em particular, se a morte aparece mais como personagem ou mais como acontecimento, refletiremos sobre os seus tipos e as suas incidências semânticas, simbólicas e pragmáticas, e discutiremos se vale a pena trazer estes textos para o contexto educativo.
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Ano de publicação
- Entre 2000 e 2026 (4)